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Roubos e furtos de carros em Salvador veja os bairros com mais riscos

Roubos e furtos de carros em Salvador veja os bairros com mais riscos

Na concessionária, um Toyota Corolla custa, no mínimo, R$ 89 mil – falando do modelo mais simples possível. Imagine a situação: a pessoa se esforça, junta o dinheiro e compra o tal carro. Só que aí vem um cidadão e leva o veículo. Não satisfeito, ele revende por R$ 1,5 mil. Com esse valor, o dono original só compraria, segundo o site oficial do fabricante, o kit farol de neblina do carro.

O cidadão da história, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), existe, tem nome e sobrenome. De acordo com a polícia, é Felipe Ribeiro Bahia, 26 anos, apontado como o maior assaltante de veículos de Salvador. Integrante de uma quadrilha especializada nesse tipo de crime, Felipe foi preso no último sábado por mais de 200 roubos somente no último ano.  

Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram 1.130 roubos e furtos de veículos em Salvador – uma média de 19 por dia. “Nós identificamos a quadrilha dele por roubos na Boca do Rio. Eles contribuíram – e muito – para esse índice de carros roubados diariamente”, aponta Tânus.

É quase como se Felipe e seu grupo tivessem cometido todos os roubos a carros de Salvador por dez dias. Já entre 1º de março e 7 de maio, houve uma redução: o número de crimes por dia caiu para 11, segundo dados da SSP-BA. Foram 775 nesse período.  

Carros de luxo
Diferentemente da maioria das quadrilhas de roubo de veículos, o bando de Felipe não visava carros populares. O foco era justamente  automóveis como o Corolla, possuídos, em geral, por motoristas de classe média alta. A área de atuação dele era a orla de Salvador, indo da Barra a Stella Maris, passando pela Pituba e Costa Azul.

“Ele roubava em academias, nas igrejas, e preferiam ter como vítima idosos, mulheres sozinhas ou pessoas com crianças. A quadrilha dele não tinha carro popular. O valor do carro de classe média alta é mais rentável para ele”, afirma Tânus. 

O preço da revenda de Felipe variava entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil. O automóvel era revendido a uma segunda quadrilha, em cidades do interior e até de outros estados, que, por sua vez, clonava esses veículos e comercializava como se fossem legais. Em depoimento, Felipe contou que chegou a comprar uma casa com o dinheiro dos crimes.

“Esse tipo de quadrilha não é a  maioria dos roubos. A maioria é o que a gente acredita ser relativo às quadrilhas de crime organizado que roubam o carro para matar, roubar, usar como moeda de troca. Esse é o grande comércio envolvendo essas facções pulverizadas em toda a cidade”, diz o delegado.

E há, ainda, os carros que são roubados para desmanche. Ainda segundo o delegado, até alguns anos atrás, os carros eram cortados nos fundos das lojas que comercializam peças usadas. No entanto, agora os veículos estariam sendo levados para outro local, ainda em investigação pela polícia. “Eles vendem nas lojas de peças como essas da Avenida Suburbana. Essas lojas sabem (que são peças de carros roubados), mas elas se protegem afirmando que compram peças de leilão”, explica.

Mais roubados
Nesses dois casos – tanto o roubo para quadrilhas do tráfico quanto para o desmanche – o foco é nos populares. O delegado prefere não apontar os veículos mais visados, mas uma análise dos dados divulgados pela SSP entre 1º de março e 7 de maio indicam que o Volkswagen Gol foi o mais roubado - 50 casos.

Logo em seguida, vêm o Fiat Palio, com 45 roubos, e o Hyundai Hb20, que chega a 30 no mesmo período. A Boca do Rio foi o local onde os criminosos mais atuaram – 28 dos registros aconteceram lá. Depois, vêm Águas Claras, São Cristóvão e Brotas, com 27, 22, 20 casos, respectivamente. Pituba e São Marcos têm 16 roubos cada. 

 Por isso, quem mora em bairros com altos índices desse tipo de crime pode pagar um seguro mais caro pelo veículo, segundo o diretor do Sindicato das Seguradoras BA/SE/TO Nelson Uzêda. Ela cita exemplos de regiões como a Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, onde algumas seguradoras já se recusam a oferecer serviços devido aos números de criminalidade. 

Daí, existem fatores que podem pesar, a exemplo de onde o carro é estacionado, se a garagem é própria, se é fechada ou se é terceirizada. 

O fato de um veículo ser mais visado do que outro também pode influenciar a chamada ‘taxa de sinistralidade’. No entanto, ele explica que a empresa não pode deixar o valor da apólice muito alto ou pode acabar perdendo a contratação. “A seguradora acaba pulverizando na carteira para que possa manter um equilíbrio, porque, se for carregar todo o prejuízo daquele veículo e daquela marca, o prejuízo pode ser maior”. 

Quadrilhas podem agir de forma agressiva 
Felipe Ribeiro Bahia participava de todo o processo do roubo de veículos, segundo o delegado Marcelo Tânus, titular da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DRFRV). Além de ser um dos líderes do grupo, ele costumava participar dos assaltos. Ele, inclusive, foi flagrado por câmeras de segurança de prédios de algumas das ocorrências. 

No entanto, ele nunca ia sozinho. Nas imagens, Felipe e os comparsas são flagrados com armas, ameaçando as vítimas e agindo de maneira agressiva. “Eles iam sempre em duplas ou trio no carro, para que um pudesse dirigir o roubado e o outro seguir”, completa o delegado. 

Em uma das imagens, um dos comparsas de Felipe invade o saguão de um hotel em Piatã e rende um hóspede na recepção.  Usando uma arma, o suspeito vai embora levando a chave do carro da vítima.